Heaven exist and I was there

Nunca falei muito do meu trabalho aqui e nem é isso que interessa, a maioria que lê este blog nem deve saber o que eu faço ( ou então sabem todos porque são só os meus amigos que lêem ), mas já viajei bastante em trabalho agora menos porque a crise até isso nos tirou, mas nunca escrevi no blog sobre isso porque não são o tipo de viagens de prazer e de mochila às costas a descobrir o mundo.
Mas hoje que estou em Londres vou ter que fazer um post sobre uma viagem de trabalho, porque nesta viagem conheci o ceú, e descobri que o que eu sempre disse que não queria ser – CEO, vou ter que ser só para criar uma pequena sucursal do céu em Portugal.O ceú é trabalhar no Google em Londres, já sei que há melhores Googles que este, mas se eu acho isto o ceú imaginem o resto, o meu fraco coração não iria aguentar.
É tão bom, tão bom que eu estou disposta a trabalhar pro bono, só para puder entrar naquela porta todos os dias, com um cartão que me dá acesso a tudo o que sempre acreditei. Se alguém do Google ler isto eu faço mesmo pro bono ( se calhar é melhor escrever em inglês) – I will work for Google even in pro bono just to feel heaven once more.
Mas vamos a factos:
– as pessoas têm um ar feliz por trabalharem ( não me lembro a última vez que vi alguém assim)
– acreditam que a produtividade está de mãos dadas com momentos de prazer e relax e não é só uma frase que vem num guia de acolhimento, todo o edifício está orientado para isto, senão vejamos
– há salas de relaxamento em cada canto, com sofás ( confortáveis ) , livros …
– há uma cadeira para poder fazer a sesta ( dizem que depois as pessoas ficam mais focadas).
– há um ginásio gratuito no ultimo piso, que se pode usar durante as horas do trabalho, para relaxar e depois pensar-se melhor
– há salas de massagens com massagistas à disposição, e sim tb durante o horário laboral
– há 2 refeitórios com todo o tipo de comida que possam imaginar gratuito, e quando digo todo o tipo de comida é mesmo todo o tipo de comida: há pipocas, gelados, caixas e caixas de frutos secos, todo o tipo de refrigerantes e um bufett imenso
– não contentes com isto há mini salas de cofee break com todo o tipo de snacks, chocolates, cereais, sumos, sandes, todos aqueles pequenos pecados que desejamos ( na minha empresa há uma máquina com chocolates e bolos com semanas e custa 1.50€)
– há mesas de Ping Ping
– há mesas de snooker
– matraquilhos
– cantinhos com arcas de gelados de todo o tipo
E fundamentalmente há pessoas por todos estes espaços a usufruir disto, sem olhares de lado, sem não devias estar a fazer um PowerPoint de 1000 slides …
Eles chamam-lhe o “Google way”, pois na minha modesta opinião o ” Google way” tem-se saído muito bem e não percebo porque não há mais empresas a fazer um pouquinho disto? Não peço tudo, só mesmo um pouquinho, será que não gostamos mesmo que as pessoas sejam felizes no local onde passam mais tempo?
Aplicamos o ” torture way” que claramente está a trazer muito mais resultados, pois eu olho à minha volta e só vejo pessoas cheias de medo de perder os seus empregos, que não gostam do que fazem e tentam fingir que o fazem bem melhor que os outros e que como arma para produzir mais embora lá cortar feriados, e férias e fazer as pessoas sentirem-se mal sempre que desejam ir de férias.
Basta entrar numa instituição pública e vemos o espelho dos felizes no local de trabalho, mas infelizmente muitas “trendy” multinacionais estão a ir por aí também.
Hoje estive no paraíso e gostava tanto de trabalhar no paraíso ….
Considero que trabalho e produzo muito, mas penso que me poderia superar ainda mais num ambiente destes, fica lançado o desafio… Será que ainda querem uma “velhinha “aqui?
Se alguma pessoa com muito poder vir este post, arrisque passei um dia lá e pareceu-me que havia muitas pessoas brilhantes e a produzirem bem mais que nas empresas em Portugal, não valerá a pena apenas tentar ?http://flipagram.com/f/f0Qxi85f7i

Horas nas camionetas do aeroporto, porquê?

O tempo que se passa dentro dos autocarros do aeroporto não é normal.

Parece até uma estratégia de tortura oriunda dos tempos medievais, senão vejamos.
Manda-se as pessoas para o autocarro e depois de cheio devia andar, nem que seja para correr o ar, mas não fica tudo juntinho, cheios de malas, as nádegas a roçarem nas caras de uns, os que evitam desodorizantes começa-se a notar e nada acontece e continuamos parados e porquê?
Ninguém percebe, não estávamos melhor sentados com o nosso espaço de segurança pessoal assegurado ?
E depois se não estivessemos tipo sardinha em lata ainda vá … Mas não enche-se mesmo até ao limite.
Quando finalmente arranca, o motorista que é claramente um condutor frustado acelera e faz as curvas como num circuito de fórmula 1 e aí é vê- los a cair, sim porque estamos todos a agarrar as malas e não estamos a contar com estas curvas … Quando ainda está tudo a recompor- se … Nova curva à esquerda e lá vai tudo outra vez.
E não sei se é por a experiência ser cada vez pior mas as viagens são cada vez maiores ou é impressão minha?
E claro para fechar em chave de ouro quando chegamos ao avião tudo descabelado, são mais 15 minutos a assar dentro do autocarro.
E tudo isto porque ? Alguma pessoa teve um trauma de infância e agora vinga-se de nós desgraçados dos passageiros?
Por favor podemos passar menos tempo dentro destes Autocarros ?